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segunda-feira, 29 de novembro de 1999
por Fredy Krause 
Brasília, 29 (AE) - Ainda na entrevista que concedeu hoje ao programa "Bom Dia, Brasil", o senador Luiz Estevão (PMDB-DF) negou que o PMDB tenha afirmado que apoiaria um pedido de cassação de seu mandato em virtude das denúncias de que estaria envolvido no superfaturamento das obras do Fórum Trabalhista de São Paulo. Reportando-se a uma nota divulgada sobre o assunto na semana passada pela direção do PMDB, Estevão recordou que o que partido fez foi afirmar que não fará objeção a uma investigação ou a um processo do Supremo Tribunal Federal.
Na interpretação do senador, esta é uma atitude positiva, porque "é uma demonstração de transparência e de correção, porque nem eu quero esse tipo de proteção entre aspas". Ele afirmou ainda que quer ver tudo esclarecido a seu respeito porque, "na vida pública, a dúvida é um grande malefício que paira sobre o homem público. E eu não quero dúvidas. Eu não quero que esse assunto deixe de ser esclarecido em nome da impunidade. Eu quero que ele vá para a Justiça e que, lá, eu tenha a oportunidade de provar à exaustão que não há nenhum motivo para qualquer acusação a minha pessoa.
Cassação - Sobre uma pesquisa publicada por um jornal de Brasília segundo a qual 66% dos entrevistados seriam pela cassação do seu mandato, Estevão lembrou que foi "o político mais votado de toda a história política do Distrito Federal". Segundo ele, uma pesquisa divulgada ontem mostrou que, dos 47% dos que o apoiaram, 20% disseramm que deixariam de apoiá-lo nesse processo. "Até que o resultado não me surpreende, é muito bom", afirmou Estevão, "considerando o momento e o verdadeiro massacre da mídia de Brasília em torno desse assunto". Segundo o senador, "só nos últimos oito meses, foram publicadas 80 milhões de páginas de jornais sobre esse assunto. Só uma edição do Correio Braziliense da semana retrasada continha 13 páginas sobre o mesmo tema".


