CARDENAS, Cuba, 29 (AE-AP) - O pai de um garoto de cinco anos que sobreviveu a uma tragédia no mar acusou parentes em Miami de tentar ganhar dinheiro às custas de seu filho e disse que, se necessário, iria aos Estados Unidos para levar seu filho de volta.
"Se eu tiver de ir e cuidar dele, irei", afirmou Juan Miguel Gonzalez à Associated Press Television News em entrevista concedida nesta segunda-feira (29) em sua casa no leste de Havana.
Seu filho, Elian Gonzalez, rapidamente transformou-se no foco de um cabo-de-guerra. Enquanto seu pai e o governo cubano exigem que o garoto seja levado de volta a Cuba, parentes da criança em Miami lutam para mantê-lo nos Estados Unidos.
O garoto foi levado por Nelsi, de 22 anos, segunda esposa de Gonzalez, sem o conhecimento do pai.
O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Alejandro Gonzalez, reiterou nesta segunda-feira a exigência do governo pelo retorno do menino. A agência de notícias cubana Prensa Latina citou Gonzalez dizendo que Cuba "apresentou aos canais correspondentes a documentação necessária para proceder com a reclamação do menor".

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