Bogotá, 29 (AE-AP) - Familiares de militares e policiais sequestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), principal grupo guerrilheiro colombiano, afirmaram hoje (29) que manterão a tomada de uma igreja localizada na região sul de Bogotá até que o governo os receba e lhes explique quais são os seus planos para conseguir a libertação de seus parentes.
"Desta forma esperamos uma resposta, para ver o que farão, o que nos dirá o governo", disse a jornalistas Juan Manuel Rojas, pai de um soldado de 22 anos que caiu nas mãos das Farc em agosto do ano passado durante um ataque a uma base de narcóticos no sul do país.
"Ninguém se importa conosco, e viemos aqui porque é a (igreja) mais popular de Bogotá", explicou Rojas, referindo-se às razões para que cerca de 100 pais e mães decidiram invadir, pacificamente, ontem, a igreja "El Divino Niño", um dos mais concorridos templos da capital.
O padre Juan Pablo Rodríguez, pároco da igreja, assegurou aos jornalistas que trata-se de uma manifestação pacífica e que "de nenhuma maneira vamos pressionar para que saiam". Os manifestantes, alguns de Bogotá e outros provenientes de vários povoados colombianos, estão dormindo nos bancos da igreja.
Ontem à noite, um negociador do governo se reuniu com os manifestantes, mas até agora não há uma resposta ao pedido dos familiares para que sejam recebidos pelo presidente Andrés Pastrana.





