Buenos Aires, 29 (AE-AP) - Os nomes de 14 pessoas desaparecidas durante a ditadura militar foram publicados hoje (29) pelo jornal Clarín. Citando fontes classificadas seguras, o jornal argentino nomeou, entre eles, Ricardo Omar Sapag, um dos filhos do atual governador da província de Neuquén, na Patagônia, Felipe Sapag.
Na semana passada, o ministro de Justiça e Segurança de Buenos Aires, Carlos Soria, anunciou que a equipe de Antropologia Forense, responsável pela identificação, havia conseguido identificar 124 corpos de desaparecidos durante a ditadura militar, de 1976 a 1983.
Apesar do anúncio feito por Soria, até agora os 124 nomes não foram oficialmente divulgados.
Os antropólogos chegaram à identificação com a ajuda de dados de um arquivo secreto, descoberto pela polícia da capital argentina. O arquivo estava sob a custódia de uma Câmara da Justiça Federal.
Segundo informações do Clarín, o filho do governador de Neuquén foi morto em julho de 1977 pelas forças de segurança e enterrado como "indigente" no cemitério de La Plata.
Os outros 13 identificados são: Juan Carlos Deghi, Rubén Mario Molina, Diana Terruggi, Roberto Villoria, Susana Elena Terraz, Elizabeth Fires, Domingo Lozano Duarán, Arturo Baubiere, Claudio Esteban Tolosa, José Gola, Rita Liliana Altabe, Elena Iannarelli e Carlos Mario Ilacqua.
Segundo as organizações de defesa dos direitos humanos da Argentina, pelo menos 30 mil pessoas "desapareceram" durante a ditadura. Oficialmente o número é de 8,9 mil.





