São Paulo, 29 (AE) - A falta de poliestireno (PS), plástico muito usado na produção de descartáveis e embalagens, tem custado caro para quem busca a commoditie no mercado paralelo. Em falta no mercado interno, a resina é vendida por até R$ 3 mil a tonelada - em setembro, a tonelada no mercado oficial custava R$ 1.750,00, e entre US$ 648,62 e US$ 781,94 (FOB/t. sem impostos) para exportação.
Segundo uma fonte do setor petroquímico, que prefere não se identificar, esse mercado negro é produzido por clientes que retiram as resinas nas indústrias petroquímicas e repassam o produto para atravessadores, que as colocam no mercado.
As indústrias produtoras de PS, no Brasil, são a EDN (45 mil t/ano), a EDN-Sul (102 mil t/ano), e a Basf (50 mil t/ano). Em setembro do próximo ano entra em operação a Innova, controlada pela Perez Companc, no Pólo Petroquímico de Triunfo. A unidade terá capacidade instalada para a produção de 120 mil t/ano. "Nosso empreendimento vai ajudar a cobrir o déficit brasileiro, e passaremos de importadores da matéria-prima a exportadores", garante o gerente de vendas da Innova, Oscar Schweitzer.
A Basf também deverá incrementar a produção do PS no mercado interno, pois amanhã (30) anuncia investimentos para a instalação de uma unidade em Guaratinguetá, no interior de São Paulo.

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