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segunda-feira, 29 de novembro de 1999
Por Rita Tavares 
São Paulo, 29 (AE) - O Brasil poderá ter eliminado o piso de reservas internacionais, se houver a substituição do Crédito Doméstico Líquido (CDL) pelas metas inflacionárias como critério de desempenho no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). A avaliação é do economista Roberto Padovani, da Tendências Consultoria, ao comentar a informação dada hoje pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan.
Segundo Malan, técnicos do FMI e do governo estão discutindo essa possibilidade de troca. O ministro esclareceu que a adoção das metas inflacionárias no acordo com o FMI implicaria na eliminação do CDL, como critério de desempenho, já que são incompatíveis.
Padovani explicou que o CDL é a base monetária menos as reservas líquidas (as reservas internacionais descontados os empréstimos). Se esse critério fosse eliminado do acordo, segundo o economista, o governo não teria amarras para usar as reservas internacionais, caso julgasse necessário, no câmbio.


