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segunda-feira, 29 de novembro de 1999
Por Gustavo Freire 
Brasília, 29 (AE) - As reservas internacionais cresceram US$ 533 milhões na última sexta-feira e subiram aos US$ 42,161 bilhões. O valor é o mais alto desde maio último, quando elas somavam US$ 44,310 bilhões. A elevação, de acordo com o Banco Central (BC), foi provocada principalmente pelo ingresso de aproximadamente 600 milhões captados com o lançamento de um bônus que terá vencimento em 2001. O crescimento não foi maior, de acordo com o BC, porque as reservas também foram afetadas pela liquidação de uma intervenção que a instituição fez no mercado de câmbio. Estas operações têm liquidação dois dias depois de terem sido realizadas.
O BC está conseguindo fechar o mês com as reservas num patamar acima de US$ 42 bilhões graças a uma ação mais agressiva no mercado financeiro internacional. Isto resultou na entrada de aproximadamente US$ 500 milhões com a liberação de garantias que estavam depositadas junto ao Banco de Compensações Internacionais (BIS) e no ingresso destes outros 600 milhões de euros na última sexta-feira. Com esta ação, o BC recompôs seu poder de intervenção no mercado de câmbio e, com isso, passou a ter mais condições de regular a liquidez deste mercado.
O BC, além disso, conseguiu negociar com o Fundo Monetário Internacional (FMI) uma redução do piso de reservas internacionais líquidas no valor de US$ 2 bilhões. Com este espaço de intervenção, o BC espera conseguir atravessar este período de baixa liquidez no mercado internacional e aguardar o início do ano, quando se espera um aumento do ingresso de recursos externos no Brasil. A taxa de câmbio, em consequência, deixou de ter grandes oscilações e começou até mesmo a recuar como hoje, quando o dólar chegou a ser negociado a R$ 1,91.


