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segunda-feira, 29 de novembro de 1999
Por Cleide Silva 
São Paulo, 29 (AE) - O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto, vai se reunir na próxima terça-feira com a direção da entidade que representa os fabricantes de automóveis da Argentina (Adefa), em Buenos Aires, para discutir uma proposta de consenso para o regime automobilístico do Mercosul.
As duas entidades temem que, sem um acordo no setor, as exportações e importações de veículos entre os dois países fiquem inviáveis a partir do dia 31 de dezembro, quando vence o atual regime. Um dia antes, na segunda-feira, o secretário de Política Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Hélio Mattar, estará no Uruguai discutindo o mesmo assunto com ministros dos quatro países do Mercosul.
Até agora, as negociações não chegaram a uma conclusão por causa das medidas protecionistas exigidas pelos argentinos. "Vamos ver se é possível chegar a um acordo comum que será apresentado aos governos dos países envolvidos, pois não podemos correr o risco de iniciar o ano 2000 em um buraco negro", disse Pinheiro Neto. Caso não haja acordo, as alíquotas de importação de veículos entre os dois países passarão para 33,5% e 35%, igual à taxa prevista para as importações de fabricantes de fora do Mercosul.


