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segunda-feira, 29 de novembro de 1999
Por Marcia Furlan 
São Paulo, 29 (AE) - O presidente do Banco do Brasil, Paolo Zaghen, disse hoje, em São Bernardo do Campo (SP), que o banco não tem como pagar o reajuste salarial reivindicado pelos 70 mil funcionários, que estão há quatro anos sem aumento. Ele argumentou que a lucratividade do BB é baixa e não há recursos para aumento de salários. "Concordamos na Justiça do Trabalho em pagar o abono, o que já estava fora de nossas possibilidades", disse. Há quatro anos o Banco do Brasil vem pagando abonos aos empregados para compensar o não reajuste de salários. Neste ano, os trabalhadores, que têm data-base em setembro decidiram negar a proposta e insistem no aumento de salários. O abono oferecido foi de R$ 1,3 mil.
Zaghen acrescentou que o Banco do Brasil não pode aplicar os mesmos reajustes negociados pela Fenaban, uma vez que os bancos privados não são obrigados a manter funcionários e não possuem os profissionais da mesma categoria e, portanto, com vencimentos mais altos.
Um grupo de manifestantes do Sindicato dos Bancários do ABC fez um pequeno protesto na frente da agência do Banco do Brasil, no ABC Paulista, onde Zaghen esteve pela manhã. Os protestos, com carro de som e faixas, foi mantido durante toda a cerimônia. Os manisfestantes queriam conversar com Zaghen, que não os recebeu, dizendo que a diretoria do banco é quem está cuidando do assunto. Está marcada para o dia 1º uma reunião com os representantes dos funcionários. No dia 2, os empregados discutem em assembléia a proposta que será levada pelo banco e podem marcar greve da categoria.


