Paris, 26 (AE-AP) - O Ministério de Relações Exteriores da França negou nesta sexta-feira (26) uma acusação da Iugoslávia segundo a qual o serviço secreto francês ordenou a uma equipe de cinco agentes que assassinasse o presidente Slobodan Milosevic.
A polícia iugoslava prendeu cinco pessoas supostamente trabalhando para um grupo chamado "Pauk" ou "Aranha", anunciou ontem Goran Matic, secretário de informação da Iugoslávia. Matic alegou que o grupo recebera ordens diretas do serviço secreto francês.
"Estamos muito surpresos pelas declarações feitas em Belgrado pelo secretário de informação iugoslavo acusando os serviços franceses de planejarem um atentado contra a vida de Milosevic"
declarou François Rivasseau, vice-porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, por meio de comunicado. "Tais acusações carecem de fundamentos", dizia o comunicado.
O grupo "Aranha" era supostamente liderado por Jugoslav Petrusic, de 37 anos, com dupla cidadania iugoslava e francesa, também conhecido como Dominique.
Matic acusou o grupo de estar envolvido em "atos terroristas" e espionagem durante os últimos 10 anos na ex-Iugoslávia. A informação divulgada por Matic parecia ser uma de uma série de manobras propagandísticas das autoridades iugoslavas contra o Ocidente.
Em Montenegro, a polícia local também negou acusações iugoslavas de que estaria abrigando um grupo terrorista que planajava matar Milosevic.
Um comunicado da polícia, enviado por fax à Associated Press, dizia que as acusações feitas ontem por Matic representavam uma "repugnante manipulação do regime de Belgrado".

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