Buenos Aires, 26 (AE) - O Grupo Produtivo (GP) encontrou-se ontem com o presidente eleito Fernando de la Rúa. Eles entregaram a De la Rúa, que toma posse em 10 de dezembro, o documento "Políticas e estratégias para um crescimento harmônico e sustentado". O texto deixa claro que "não existem margens para ajustes fiscais que afetem o setor produtivo ou o poder aquisitivo da população".
O GP é integrado pela União Industrial Argentina (UE), Câmara Argentina da Construção e Confederações Rurais Argentinas. Os empresários temem que o novo governo aplique uma maior pressão tributária para reduzir o déficit fiscal.
A futura equipe econômica está dando os últimos retoques ao pacote de impostos que deve ser apresentado ao bloco de deputados da Aliança na próxima terça. Diante das críticas generalizadas de diversos setores da sociedade, a Fundação Argentina para o Desenvolvimento da Equidade começou a analisar diferentes alternativas, dentre as quais corte nos gastos ou acordo com governadores para substituir o pacote.
Analistas avaliam que o custo político de um pacote no Congresso pode ser muito alto para Machinea nos seus primeiros dias como ministro. Fontes da Comissão de Orçamento e Fazenda disseram ao jornal ámbito Financiero que não sabem se o aumento de impostos de US$ 2 bi seria para garantir um colchão preventivo ou financiar planos sociais.
Dentre os aspectos que o pacote contempla estão aumento de impostos internos para produtos como perfumes e carros e manutenção do IVA à TV a cabo de 10,5%. Prevê ainda imposto de 10,5% para o setor dos transportes, impostos para carros que custem mais de 35.000 pesos (mesmo em dólar), fim da isenção de impostos para clubes de futebol, pagamento de impostos extras a quem ganhe mais de 120.000 pesos por ano (mesmo em dólar), dentre outras medidas.

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