Ambon, Indonésia, 26 (AE-AP) - Pelo menos 32 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em novos conflitos entre cristãos e muçulmanos em Ambon, a capital da província indonésia de Maluku, informaram hoje (26) autoridades e testemunhas.
Segundo o chefe do hospital localizado dentro da mesquita de Al Fatah, Paing Suryaman, 20 muçulmanos foram mortos e outros 50 ficaram feridos, inclusive dois soldados.
Doze corpos, possivelmente de cristãos, foram levados ao hospital público de Haulusy entre mais de 60 feridos, informaram testemunhas.
"A maioria morreu vítima de balas das forças de segurança", afirmou Suryaman. Outras testemunhas confirmaram tal afirmação.
Residentes de Ambon afirmaram que os conflitos começaram no início do dia, logo depois de um grupo ter ateado fogo em uma casa em Mardika, um bairro cristão.
Maluku, uma província indonésia conhecida como Ilha das Especiarias durante a ocupação holandesa, vem sendo tomada por conflitos religiosos desde janeiro.
Centenas de pessoas já morreram neste ano e mais de 100 mil outras fugiram de suas casas devido à violência.
Em Timor Oeste, uma comissão de investigadores indicada pelo governo indonésio descobriu uma cova coletiva com os corpos de 25 pessoas supostamente mortas no pior massacre praticado por milícias leais a Jacarta e também por soldados indonésios na província.
Os corpos, em estado de decomposição, foram encontrados na praia de Oeuli, em Timor Oeste, a menos de quatro quilômetros da fronteira com a parte leste da ilha, que se encontra sob administração das Nações Unidas.
Entre as vítimas há três padres católicos, que teriam sido mortos durante um ataque praticado em setembro pelas milícias contra uma igreja em Suai, cidade próxima à fronteira com Timor Oeste.
A comissão de investigação foi formada com o objetivo de realizar um inquérito independente sobre os abusos dos direitos humanos em Timor Leste.

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