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sexta-feira, 26 de novembro de 1999
Por Chiquinho Leite Moreira 
Hannover, 26 (AE) - A "corrida dos campeões" este é o nome que a Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) espera tornar famoso no próximo ano, com o novo ranking, bem mais fácil para se entender que o atual. A confirmação deste novo sistema, que segue os moldes da Fórmula 1, foi dada hoje, em Hannover, por Mark Miles, o todo poderoso da ATP.
"O melhor exemplo para tomarmos a decisão de mudar o ranking, aconteceu em Wimbledon este ano", disse Miles. "Andre Agassi perdeu a final para Pete Sampras e assumiu a posição de número 1", prosseguiu.
"Eu sei porque isso aconteceu, mas o público não sabe e não se conforma."
A partir de 1.º de janeiro de 2000 todos os jogadores estarão com zero pontos. Irão pontuar em 18 torneios - nos quatro Grand Slams (Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open), nos Super 9 e em outros cinco torneios da ATP. Para facilitar a contagem, haverá também muma nova tabela. O campeão de um Grand Slam, por exemplo, irá receber 200 pontos, contra os 770 dados atualmente. Além disso foi eliminado o bônus points - recebidos de acordo com o ranking do adversário que foi vencido.
"Agora, os dois jogadores que chegarem às semifinais de um torneio irão receber exatamente o mesmo número de pontos", afirmou Miles. "Até então dependeria de quem tivesse vencido ao longo da competição." A idéia da ATP é valorizar os eventos grandes e destacar as estrelas do tênis. Por isso, praticamente obriga os 50 primeiros do ranking a disputarem as competições do Super 9 e quem não jogar receberá zero pontos.
"Também acho o Schumacher o melhor piloto da temporada", afimou Miles. "Mas não levou o campeonato por não ter disputado várias provas", prosseguiu. "O mesmo pode agora acontecer no tênis, quem não participar de uma das etapas, não pontua."
Velho e bom - O atual ranking - de 52 semanas e 14 melhores resultados - complicado, mas justo, na verdade é o que continuará valendo, embora a ATP tente valorizar a "corrida dos campeões." O velho sistema determinará o mais importante nos torneios: os tenistas classificados para a chave principal e os cabeças-de-chave. Apontaria também o número 1 do mundo, mas a ATP, para enfatizar a importância da "corrida dos campeões", diz que o número 1 só sairá no final do ano.
Este velho e bom sistema servirá também para classificar os tenistas que não têm colocação suficientemente boa para disputar competições como as do Grand Slam, Super 9 e ATP Tours.


