Moscou, 26 (AE-ANSA) - As declarações oficiais sobre a nova enfermidade do presidente Boris Yeltsin tendem mais a confundir do que a esclarecer a situação.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Yakushkin, confirmou esta manhã o diagnóstico apresentado na quinta-feira, "infecção viral com bronquite aguda", mas acrescentou que os médicos não receitaram nenhum remédio e só recomendaram um período de repouso.
No passado, por enfermidades menos sérias, o líder foi posto sob observação na Clínica do Kremlin.
A rádio Eco de Moscou chegou a falar hoje do "gravíssimo estado de saúde do presidente", mas imediatamente depois desmentiu a notícia, à qual atribuiu a "um site da Internet considerado não confiável".
A desorientação da imprensa russa é total. O diário Kommersant não exclui a possibilidade de uma renúncia voluntária de Yeltsin, e a passagem do poder para o primeiro-ministro Vladimir Putin.
O Segodnia, outro diário, fala de sensação de "golpe de Estado" entre os militares diante da notícia da doença de Yeltsin durante uma cúpula das Forças Armadas e do governo.
Mais tranquilizadora foi a versão da Nezavisimaia Gazeta. No último minuto houve uma mudança de idéia em relação à assinatura de um tratado de União entre a Rússia e a Bielo-Rússia - que deveria ter ocorrido na quinta-feira - e por isso surgiu a "doença diplomática".
De qualquer forma, Yeltsin, em sua residência de Gorki, nas proximidades da capital russa, acompanha os assuntos correntes do país, afirmou o porta-voz do Kremlin.





