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sexta-feira, 26 de novembro de 1999
Por Márcia de Chiara 
São Paulo, 26 (AE) - O Grupo Pão de Açúcar planeja voltar às compras em 2000, de forma tão ou mais ativa que neste ano, quando foram incorporadas as redes Shibata-Mogiano e Peralta e arrendadas lojas do Paes Mendonça e duas unidades do Mappin. "Nosso sócio está ávido por negócios", diz a vice-presidente de Operações do grupo, Ana Maria Diniz, fazendo referência à rede francesa Casino, que se associou à companhia neste ano. Os investimentos acumulados até o terceiro trimestre de 1999 somaram R$ 470 milhões.
Além dessa cifra, o grupo está investindo R$ 20 milhões, com recursos próprios, na antiga loja do Mappin da Praça Ramos de Azevedo, centro de São Paulo, sob a bandeira Extra Mappin, e no projeto de revitalização da região. Pelo contrato de arrendamento de 15 anos, a companhia tem o direito de usar a marca Mappin por um ano e pretende comprar essa bandeira, diz Ana Maria.
A loja da Praça Ramos abre as portas segunda-feira, dia 29, há exatos 86 anos da fundação do Mappin, com potencial para ser a maior unidade em faturamento da rede Extra, segundo o diretor-comercial da área de não-alimentos do grupo, Alexandre Bossolani.
A rede Extra vai reunir até o fim do ano 45 lojas e 15 delas abertas em 1999. A maior unidade em faturamento da rede até a gora é a da Anhanguera. A loja da Praça Ramos vai empregar 511 funcionários, todos os que trabalhavam para o antigo dono, Ricardo Mansur.
"A expectativa é de uma venda alta para dezembro na nova loja Extra, mas não temos número fixado", diz a vice-presidente. O estoque da loja está avaliado entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões, conta Bossolani. São cerca de 70 mil itens não-alimentícios - ante 45 mil vendidos num Extra comum - e 10 mil itens de um supermercado comum, dispostos em nove andares. Parte da área será ocupada por produtos alimentícios, típicos de loja de conveniência, para atender à demanda dos consumidores que frequentam o centro da cidade.
Por causa do grande volume de produtos não-alimentícios, o crediário deverá responder por 60% das vendas da loja da Praça Ramos, o mesmo porcentual registrado atualmente na rede Eletro.
Bossolani destaca que o crediário de longo prazo, em até 24 meses, estará disponível, além do cartão Extra e do cheque pré-datado. O atraso superior a 30 dias nas vendas a prazo representam 5% hoje dos créditos a receber, índice considerado baixo por Bossolani.
Ao arrendar as duas lojas do Mappin, a intenção do grupo foi transformar a unidade da Praça Ramos num laboratório para incorporar novos produtos às demais unidades do Extra.
Ana Maria explica que não faz parte dos planos da companhia atuar no ramo de lojas de departamento. A unidade do Mappin Itaim, que também foi arrendada pelo grupo, deverá ser inaugurada no ano que vem e será transformada numa loja Extra.
Inflação - Ana Maria Diniz disse que existe uma certa pressão dos fornecedores por aumentos de preços, mas não há espaço para reajustes.
Exceto nos eletroeletrônicos, segmento no qual foi constatado algum aquecimento, nos demais as vendas não estão ativas para sancionar altas. "A pressão por aumentos vai diminuir e a expectativa é que ela não se concretize."


