São Paulo, 26 (AE)- Foi prorrogada até fevereiro de 2.000 a obrigatoriedade do aviso de advertência nas latas e vidros de palmitos em conserva, aconselhando o consumidor a ferver o produto por 15 minutos. O aviso, obrigatório, foi instituído pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em abril passado, logo após a ocorrência de dois casos de botulismo com palmitos importados.
Na época, a Vigilância Sanitária determinou novas regras de fiscalização e controle para a indústria de palmito, e determinou que o uso do aviso de advertência seria dispensado a partir deste mês de novembro, quando todas as fábricas brasileiras teriam sido vistoriadas.
Como a Vigilância Sanitária não pôde vistoriar a totalidade das fábricas no prazo estabelecido, os próprios fabricantes propuseram a prorrogação do aviso de advertência. "Se o governo liberasse o aviso apenas para as marcas já aprovadas, o mercado ficaria mais confuso ainda", explica Georges Schnyder Jr., vice-presidente da Anfap - Associação Nacional dos Produtores de Palmito e diretor da Agro Industrial Ita.
Ele exemplifica citando o caso do palmito Muaná, que ele mesmo produz e que já foi aprovado pela Vigilância Sanitária. "Hoje, sem o aviso, meu produto poderia ser confundido com palmito clandestino", argumenta.
A prorrogação do uso do aviso foi decidida em Brasília, em reunião convocada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária com os principais fabricantes e entidades do setor. Na ocasião, a Anfap apresentou também o modelo definitivo do "Selo de Segurança" instituído pela associação e que será utilizado a partir de dezembro.
O selo da Anfap, impresso em papel à prova de falsificações, apenas será utilizado pelos associados que, além de terem sido aprovados pela Vigilância Sanitária, também apresentarem laudo emitido por empresa internacional de auditoria externa.
"O selo será uma garantia visível de que o palmito é de boa qualidade, tem origem comprovada e foi industrializado dentro de rigorosos padrões de higiene", ressaltou o diretor da entidade.





