Cuiabá, 25 (AE) - O Exército poderá assumir nos próximos dias a segurança pública no município de Cáceres 200 quilômetros a oeste de Cuiabá, nas proximidades da fronteira do Estado do Mato Grosso com a Bolívia.
Na cidade, até o momento, 11 policiais civis, sete militares e um delegado estão presos suspeitos de envolvimento com o narcotráfico e assassinatos. Os policiais civis e o delegado Siderlei do Nascimento estão presos desde o dia 14. Os militares foram presos hoje. Os nomes não foram revelados.
Há indícios de que a Justiça peça a prisão de mais 33 PMs, garantiu um juiz que não quis se identificar.
As prisões foram decretadas pela juíza da 4ª Vara Criminal Selma Rosane Santos de Arruda, a pedido do promotor Mauro Zaque de Jesus. "O Ministério Público tem indícios suficientes para oferecer denúncias e solicitar a prisão dos policiais", disse o promotor, que investiga a participação de policiais civis e militares com grupos de extermínio na fronteira da Bolívia com o Brasil.
A juíza está sendo ameaçada de morte. Ela não sai à noite e, por medida de segurança, está dormindo no 2º Batalhão de Fronteiras do Exército. Selma de Arruda sai do Batalhão escoltada até o Fórum para trabalhar e, retorna à noite, para dormir em local não identificado.
A assessoria de imprensa da secretaria de Segurança Pública do Estado nega que o governador Dante de Oliveira (PSDB), tenha encaminhado pedido à presidência da República solicitando a intervenção do Exército na cidade de Cáceres. O secretário de Comunicação do Estado, Pedro Pinto, também negou o pedido do governador, no município, que tem apenas 73.000 habitantes.
A presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico do Estado, deputada Serys Slhessarenko (PT) disse que vai solicitar o depoimento de todos os envolvidos com o narcotráfico que estão presos em Cáceres.

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