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quinta-feira, 25 de novembro de 1999
Por Rodney Vergili 
São Paulo, 25 (AE) - Os executivos financeiros estão sem esperança da aprovação da reforma tributária este ano e criticam a vigência da CPMF. A avaliação é de Roberto Oliveira de Lima, presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-SP), argumentando que a reforma tributária para este ano "é página virada". Ele acredita, no entanto, que a reforma será aprovada em 2000 mesmo sendo um ano eleitoral.
João Alberto Gomes Bernacchio, vice-presidente da Abamec Nacional (Associação Brasileira dos Analistas do Mercado de Capitais), afirma que a CPMF (Contribuição Provisória de Movimentação Financeira) tem causado "graves distorções na economia" entre elas a exportação do mercado de capitais. Segundo ele, em 1998, 40 empresas tinham suas ações negociadas no exterior (ADRs- recibo de depósito norte-americano). Em 1999, já há 100 empresas brasileiras com papéis no exterior.
Bernacchi o afirma que os investidores estrangeiros preferem negociar com os papéis das empresas no exterior para evitar o pagamento da CPMF no Brasil. As aplicações em Bolsa de Valores este ano devem superam em rentabilidade todas as outras formas de investimento. Os negócios estão, no entanto, concentrados em poucas empresas. "O mercado primário encolheu, devido ao número recorde de fechamento de capital este ano", diz Bernacchio.
Leslie Amendolara, advogado especializado em Direito Empresarial e Societário, afirma que -além da CPMF- o mercado está sendo prejudicado pela desproteção ao acionista minoritário. É preciso reformular a Lei das S/As, afirmou Amendolara.


