PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 25 de novembro de 1999
Por José Ramos 
Brasília, 25 (AE) - O perito em balística Domingos Torcheto contestou, na CPI do Narcotráfico, o laudo do médico-legista Fortunato Badan Palhares, que concluiu ter sido suicídio a morte
em 1987, do então vice-governador da Paraíba, Raimundo Asfora. Segundo Torcheto - convocado pela CPI para avaliar as conclusões de Palhares -, o impacto causado por um disparo de revólver calibre 357 não permitiria que o corpo fosse encontrado na posição em que estava se se tratasse mesmo de suicídio. Torcheto afirmou ainda que a bala atingiu um osso, na cabeça de Asfora, que fica em oposição inferior à do ponto de entrada da bala, o que mostraria que o tiro foi descendente. Usando uma arma descarregada, o perito simulou ante os membros da CPI a posição do ex-governador, segundo a qual o tiro teria sido deflagrado por Asfora se fosse levado em conta o laudo assinado por Palhares . Segundo Torcheto, seria uma posição improvável para um suicida.


