Brasília, 25 (AE) - A CPI do Narcotráfico vai solicitar exame de DNA no corpo que supostamente é do garoto José Antonio Penha Brito Júnior, filho de um gerente do Banco do Brasil no Estado do Maranhão. O jovem teria sido assassinado por ordem do deputado estadual cassado José Gerardo em 1988. O pedido de exame foi feito há pouco pelo deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS)
durante o depoimento do médico-legista Fortunato Badan Palhares
acusado de assinar laudos falsos que suspostamente favoreceriam criminosos. Pompeo de Mattos exigiu que o exame seja feito no novo material recolhido do corpo, pois não confia na amostra que está depositada na Unicamp, onde foi periciada pelo legista Badan Palhares.
O relator da CPI, deputado Moroni Torgan (PSDB-CE), disse que o fato de Badan Palhares não ter feito o exame de DNA no cadáver foi uma grande falha para quem era considerado o maior legista do País. Neste momento, a CPI está abordando o episódio da morte de Raimundo Asfora, ex-vice-governador eleito da Paraíba. O laudo, assinado por Badan Palhares, concluiu ter sido um suicídio, mas o deputado Inaldo Leitão (PMDB-PB) inrformou que existem quatro laudos em mãos da CPI contestando essa versão. Daqui a pouco, Palhares será acareado com o perito Domingos Torqueto, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que participou de algumas perícias.

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