Brasília, 25 (AE) - Durou quatro horas e meia a primeira reunião, ontem à noite, da comissão tripartite (governo, secretários estaduais de fazenda e parlamentares da comissão especial) para tentar chegar a um consenso sobre a proposta de reforma tributária. Uma nova reunião foi marcada para hoje, às 15 horas. A comissão tem prazo até quarta-feira da próxima semana para alterar o texto, por meio de destaques (votação de emendas em separado).
Participaram da reunião de ontem , os ministros da Fazenda, Pedro Malan, do Desenvolvimento, Alcides Tápias, de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, e o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Aloysio Nunes Ferreira, além do presidente da comissão especial da Câmara, deputado Germano Rigotto, o relator, Mussa Demes, integrantes da comissão e os secretários estaduais de Fazenda do Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Paraíba e Pará.
No final do encontro, o ministro Aloysio Nunes Ferreira disse que pela primeira vez foram colocadas as divergências em torno da proposta. "O avanço foi a constatação de que nenhuma das propostas tem o monopólio da virtude", disse Aloysio. Segundo ele, com a aproximação das partes (governo, comissão e secretários) será possível construir uma proposta alternativa "que não será nem a de Mussa (Mussa Demes, o relator), nem a de Everardo (secretário da Receita Federal". Durante a maior parte da reunião foi discutida a questão da guerra fiscal, instrumento utilizado por alguns estados que concedem benefícios fiscais às indústrias para se instalarem na região. O único consenso, segundo um dos participantes do encontro, foi a constatação de que ninguém quer a guerra fiscal.

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