São Paulo, 25 (AE) - Entidades que representam policiais no Estado de São Paulo estão estudando medidas judiciais contra as decisões anunciadas ontem (24) pelo secretário de Segurança Pública, Marco Vinício Petrelluzzi. As críticas recaem sobre a possibilidade de os profissionais serem obrigados a fazer exames antidoping. Além do exame antidoping, Petrelluzzi anunciou a extinção de alguns departamentos das Polícias Civil e Militar e o reaproveitamento de cerca de 500 policiais nos distritos policiais.
O secretário-geral da Associação dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo, Flávio Lapa Claro, acha a medida absurda. "Não estudamos o assunto a fundo, mas nos parece inconstitucional." A obrigação de fazer o exame foi classificada por ele como "terrível". "Viola a integridade física."
O presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, Paulo Siquetto, afirmou que a entidade estuda um pedido de habeas-corpus preventivo contra a obrigatoriedade do exame. "Não se pode partir do princípio de que o policial é viciado em drogas." Para ele, essa medida reflete a falta de políticas para a segurança no Estado. "Como ele não sabe o que fazer, decidiu fazer isso."
Já o presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo, Lourival Carneiro, disse que aguarda mais detalhes para decidir que medida vai adotar. "É uma ação mais punitiva do que preventiva", afirmou. "Esse dinheiro dos exames poderia ser investido na recuperação dos policiais."





