PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 25 de novembro de 1999
Por Evaldo Magalhães 
Belo Horizonte, 25 (AE) - O Tribunal de Alçada de Minas Gerais condenou hoje um dos mais conhecidos laboratórios de Belo Horizonte a pagar indenização de mais de 400 salários mínimos (cerca de R$ 54 mil) a uma paciente, por danos morais, em razão de três exames com resultados falso positivos de aids. Segundo os autos, Ana Paula de Nazareth Floriano fez os testes em 1993, no laboratório Humberto Abrão, em Belo Horizonte. A direção do laboratório condenado informou que vai recorrer da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Os três resultados, pelos métodos Elisa e Western Blot, deram positivo. Em 1996, quase quatro anos depois, Ana Paula fez novos exames, em outro laboratório, e constatou que não era portadora do vírus HIV.O relator do processo, o juiz Belizário de Lacerda, disse na seNtença que "os donos morais sofridos pela apelante são gravíssimos e incontestáveis, haja vista que acreditou-se portadora de um vírus que a levaria a uma morte certa, terrível e inevitável".


