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quinta-feira, 25 de novembro de 1999
Por Andreia Maia 
Rio, 25 (AE) - A Guarda Municipal do Rio deve substituir o cassetete por spray com gás paralisante. Segundo o superintendente da Guarda Municipal, coronel da Polícia Militar Paulo César Amendôla, o novo equipamento deve estar nas mãos dos 4.900 homens da corporação até o réveillon. "Ele não causa efeitos colaterais", garantiu Amendôla.
Mas o projeto já provoca polêmica. O vereador Fernando Gusmão (PC do B), que preside uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura incidentes com guardas, ameça entrar na Justiça contra a idéia. "A Guarda não está preparada para usar o equipamento, ela não tem papel de polícia e , portanto, não deve estar envolvida em tumultos", disse Gusmão. "Deveria cuidar do patrimônio e para isso não necessita de gás paralisante", argumentou.
O uso de spray depende da aprovação do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados pelo Exército (SFPC/1), no Rio, que já recebeu ofício enviado por Amendôla e está avaliando o produto. De acordo com o superintendente, o uso do gás paralisante depende do laudo. "A substância provoca apenas ardência sem causar danos aos agressores e ao meio ambiente", garantiu Amendôla. "Ele é usado pela polícia americana para conter tumultos, brigas e confusões", afirmou.
Para o vereador Gusmão, o produto feito à base de pimenta não é tão nocivo como parece. "Pimenta nos olhos dos outros é refresco", criticou o parlamentar. Segundo ele, a Guarda não está preparada para a utilização do produto. "
Gusmão afirmou que o artigo 4 da Lei Orgânica, que regulamenta as atribuições dos guardas municipais, não concede poder de polícia aos guardas. " A Guarda já esteve envolvida em tumulto que demostrou o despreparo do grupo", ressaltou o vereador. Ele refere-se ao incidente entre guardas e parlamentares, em maio, durante um protesto contra a política do governo federal na porta do Teatro João Caetano, no centro do Rio.


