São Paulo, 25 (AE) - O delegado titular do 45º Distrito Policial de São Paulo, Júlio Kawabe, negou hoje que tenha atendido o caso do investigador Antônio Marcelo Jordão Pacheco, acusado de ter matado o garoto Pablo Ressude, de 9 anos, no domingo. Kawabe informou que foi o delegado de plantão José Roberto Toledo Rodrigues que atendeu a ocorrência e não prendeu em flagrante nem indiciou por homicídio o investigador.
"Minha preocupação não é com o Ministério Público do Estado, mas com o delegado-geral (Marco Antonio Desgualdo), que determinou abertura de sindicância para apurar o caso", disse. "É por isso que o fato precisa ser esclarecido." Ele explicou que a confusão de nomes ocorreu porque foi ele quem atendeu a imprensa. Nas entrevistas, Kawabe defendeu a atuação de Rodrigues, afirmando que ele não tinha provas para prender o investigador em flagrante e indiciá-lo por homicídio doloso. Também justificou a decisão, alegando que Pacheco não ofereceu resistência e apresentou-se espontaneamente ao distrito policial.
Disse que o investigador alegou ter dado apenas um tiro em direção ao chão do quintal e que o projétil teria resvalado para a lateral do portão de aço e atingido o menino. "O policial só voltará às ruas quando as investigações forem concluídas e comprovarem que não houve dolo", disse Desgualdo. A Corregedoria abriu sindicância para apurar o comportamento de Rodrigues.

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