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quinta-feira, 25 de novembro de 1999
Por Márcia de Chiara 
São Paulo, 25 (AE) - A Adams do Brasil comprou parte da divisão de confeitos voltados para o público infantil da Kraft Lacta Suchard Brasil por R$ 90 milhões. A aquisição amplia, de imediato, em 50% a capacidade de produção da Adams e permite que a empresa passe a produzir no Brasil parte das importações de chicletes e do dropes Halls. A intenção da companhia é fazer do Brasil um pólo de exportação, uma vez que o custo de produção local é de 15% a 20% mais em conta que em outros países.
Na negociação, que durou cerca de cinco meses, entraram as duas fábricas da Kraft, uma em Bauru, interior do Estado de São Paulo, e outra no Bairro do Limão, na capital, e as marcas Ploc, Ping-Pong, balas Soft, Frumelo e o lanche Mirabel.
Ficaram de fora da transação os segmentos de refrescos, chocolates e confete da Kraft, explica Celso Ribeiro, diretor-financeiro para o Mercosul da Warner-Lambert, que tem a Adams como a sua divisão de confeitos.
A Adams tem duas fábricas no País, uma em Guarulhos (SP) e outra na avenida do Estado, na capital, e respondeu por 80% do faturamento da Warner-Lambert no ano passado, que somou US$ 213 milhões.
Investimentos - Para os próximos quatro anos, a divisão Adams pretende investir R$ 150 milhões nas quatro fábricas no País. "Temos um plano agressivo", diz Ribeiro, destacando que estão previstos entre três e quatro lançamentos para o ano que vem. São produtos que já fazem parte do mix da companhia em outras partes do mundo e passarão a ser fabricados aqui.
Com a mudança no câmbio, explica, ficaram proibitivas as importações. Em alguns produtos, o custo do importado equivale hoje a 90% do preço industrial. "Com isso, não há margem para a indústria."
Segundo Ribeiro, as vantagens competitivas de passar a fabricar algumas linhas de produtos aqui resultaram apenas da mudança no câmbio.
Ao contrário do que se pensa, o custo da mão-de-obra brasileira não é mais em conta em relação ao de outros países, quando são levados em conta os encargos sociais, diz Ribeiro.
Os cerca 650 funcionários que trabalham nas duas fábricas adquiridas pela Adams serão mantidos e há perspectivas de contratação, acrescenta o diretor. A Adams emprega 1,2 mil funcionários nas unidades antigas.


