São Paulo, 25 (AE) - As exportações de papel e celulose no próximo ano deverão chegar a US$ 3 bilhões, segundo cálculo feito pelo presidente da Associação Brasileira de Papel e Celulose (Bracelpa), Boris Tabacof. A reativação do mercado internacional, a consequente recuperação dos preços e o fim dos estoques internacionais deverão garantir os bons resultados das empresas no ano 2000, disse Tabacof.
O crescimento em 33,2% das vendas externas consolida o novo ciclo favorável do setor de papel e celulose brasileiro, que há cerca de cinco anos enfrenta condições adversas, como um mercado retraído e preços em queda constante. O preço da celulose em março chegou a seu valor mais baixo da década - US$ 387 a tonelada. Desde então, as cotações não pararam de aumentar. Agora estão em torno de US$ 560 e Tabacof acredita que até o fim do ano, chegarão a US$ 580 a tonelada. O presidente da Bracelpa disse que US$ 600 por tonelada serão suficientes para garantir o bom desempenho das exportações em 2000.
Os empresários do setor de papel e celulose comemoraram hoje, durante um almoço, os bons resultados deste ano. A indústria faturou, em 1999, US$ 5,7 bilhões, 15,5% menos que no ano passado. Essa queda é resultado da desvalorização da cambial. Quase 80% do total da produção de celulose (4,1 milhões de toneladas) e de papel (6,8 milhões de toneladas) são dirigidos ao mercado interno. As vendas domésticas de papel cresceram 3,4% e as importações caíram 17,8% em volume e 30,4% de valor.
Também o consumo de embalagens e de papéis sanitários cresceu este ano. Esses foram produtos, cujo mercado está sendo fortalecido desde o início do Real. A estabilização da moeda melhorou o poder aquisitivo da população e acesso a bens de consumo, disse Tabacof.

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