São Paulo, 25 (AE) - A Latinvest Asset Management, que anunciou hoje a compra de 21,2% da MLab, tem reservado US$ 100 milhões para investir em pelo menos 15 empresas vinculadas à área de Tecnologia da Informação até o fim do ano 2000. O grupo norte-americano, presidido por Luiz Fraga, primo do presidente do BC, Armínio Fraga, administra U$ 1,2 bilhão, sendo que US$ 1 bilhão está alocado no Brasil. "Administramos fundos de longo prazo e separamos um pool de US$ 100 milhões para a área de TI"
disse Fraga, durante o anúncio da parceria com a MLab, em São Paulo.
Segundo ele, a Latinvest dedica-se, há um ano e meio, a identificar empresas líderes em uma área específica deste setor para formar entre elas um canal propício ao desenvolvimento. "As empresas terão um sócio em comum, porém não serão sócias entre si", afirmou Fraga. "A gente passa a ser o conduíte dessas empresas para o canal norte-americano de investidores."
Dentre as empresas que já receberam aporte de capital da Latinvest estão os provedores de acesso e conteúdo da Internet, Universo Online e O Site/Mandic; a produtora de ferramentas de e-business, Vesta; a distribuidora do sistema operacional Linux, Conectiva; a empresa de treinamento à distância do Rio de janeiro, MHW; uma holding de seis empresas na área de gestão empresarial (ERP) Structural Intelligence; e a MLab, especializada em soluções de e-business. De acordo com o presidente da empresa norte-americana, foram investidos US$ 35 milhões, dos US$ 100 milhões. "Nosso projeto é trazer valor agregado para essas empresas fazendo a ligação entre elas."
MLAB - A MLab, cujo sócio majoritário continua sendo Marcos Wettreich que também é dono da IBest e da Mantel, pretende com este aporte de capital aumentar seu faturamento de R$ 6 milhões, esperados para 99, para R$ 12 milhões no próximo ano. No ano passado a MLab, criada em 1996, faturou R$ 4 milhões.
A empresa, que tem 60% de sua receita proveniente do serviço de desenvolvimento de Web sites na Internet e 25% de projetos voltados para o e-commerce ou comércio eletrônico, espera que a porcentagem desse segundo segmento suba de 25% para 50% em 2000. "Estamos apostando no e-commerce", disse Wettreich.
Para o vice-presidente de planejamento da Mlab, Alexandre Ribenboim, ainda é pequena a porcentagem de corporações que estão desenvolvendo soluções profissionais de comércio eletrônico e esse número tende a crescer muito nos próximos anos, no País.
Outra mudança que vem com a parceria entre a Latinvest e a MLab é a distribuição de 8% das ações da empresa aos funcionários, na forma de stock options. Wettreich não descarta um novo aporte de capital no futuro. "Dentro do processo de desenvolvimento de uma empresa de Internet está é uma primeira etapa", disse ele. A empresa decidiu deixar de atuar na área de mídia. "Não queremos competir com as agências de publicidade comprando espaço publicitário na Web, nosso foco está no e-business", afirmou o presidente da MLab.

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