Rio, 25 (AE) - O presidente da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), Jório Dauster, afirmou hoje que a companhia deve arrecadar US$ 2,7 bilhões em exportações, este ano. Desse total,
US$ 1,5 bilhão será gerado pelas exportações diretas de produtos como minério de ferro, manganês e ouro. O restante corresponde à receita de empresas na qual a Vale tem participação. A previsão foi feita durante o XIX Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), que começou hoje, no Hotel Glória, na zona sul, do Rio.
Dauster acredita que em 2000 a Vale arrecadará US$ 3 bilhões com exportações. Ele explicou que a meta pode ser atingida se houver o reajuste de preços do minério de ferro com a recuperação dos mercados asiáticos. Dauster disse que outros produtos que geram receita de exportação para a Vale já recuperaram seus preços, como a celulose, que aumentou 20%, e o alumínio que teve reajuste de 10% no mercardo internacional.
FERROVIA - O presidente da CVRD disse ainda que a empresa deve assumir o controle da Ferrovia Centro-Atlântico (FCA). "A CVRD já tem participação na ferrovia mas deve aumentá-la para 20% e assumir a operação das linhas, integrando um consórcio que vai comprar a parte majoritária dos outros sócios atuais."
O consórcio vai ser formado pelo Fundo de Pensão dos Funcionários da Vale (Valia), Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e dois grandes fundos internacionais de investimentos, além da própria Vale. Os atuais sócios devem ter a sua participação reduzida para 8,5%. Os detalhes da operação serão explicados quando a negociação terminar.
CHINA - Dauster defendeu uma aliança entre Brasil e China na reunião da Rodada do Milênio na Organização Mundial de Comércio (OMC). Para ele, o entendimento dos dois países fortaleceria o bloco dos países em desenvolvimento. O presidente da CVRD acredita que a diplomacia de Brasil e China pode evitar que os produtos exportados por esses dois países sofram restrições por questões ambientais ou cláusulas sociais, itens que os países em desenvolvimento podem querer discutir na reunião da OMC para proteger seus mercados.

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