PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 24 de novembro de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 24 (AE) - O colombiano Joaquin Hernando Castilla Jimenez "dissimula gabolice juvenil", segundo laudo psiquiátrico assinado pelos peritos Tito Moreira Sales, Tânia Maria Baptista e Arlete Maria Chinasso, e que consta do processo condenatório na 1ª Vara da Justiça Federal em Curitiba. De acordo com o laudo, essa característica do colombiano aparece quando ele fala de temas como "dinheiro eletrônico" e "capital de pernoite".
O laudo, que serviu para comprovar que ele tinha conhecimento do delito cometido ao tentar subornar o delegado da Polícia Federal José Augusto Mello Chueiri, de Paranaguá, também afirma que, na época em que foi analisado, em março de 98, e quando cometeu o delito, em dezembro de 97, o colombiano não era portador de doença mental. "Tem desenvolvimento mental normal e é inteiramente capaz de entendimento e autodeterminação", dizem os peritos.
Na época em que foi detido, o colombiano citou dez nomes falsos que tinha adotado, todos eles com sobrenomes "de proeminência sócio-econômica de seu país", diz o laudo dos peritos. Ele contou que era doutor em Economia na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos e, como funcionário do Banco de La Construccion, teria dado um grande golpe, que levou o banco à falência e por isso precisava viver fugindo. "Um mentiroso pode ser apenas um mentiroso e não, ipsu facto, ser um doente mental", concluem os peritos.


