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quarta-feira, 24 de novembro de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 24 (AE) - O delegado da Polícia Federal em Paranaguá (PR), José Augusto Mello Chueire, disse hoje que o colombiano Joaquin Hernando Castilla Jimenez é "um lunático, um louco". O colombiano, que hoje depôs na CPI do Narcotráfico, esteve preso durante 14 dias, no fim de 1997, na PF do litoral paranaense, acusado de ter tentado "comprar" sua liberdade. "Ele me ofereceu US$ 5 milhões, enquanto estava detido para verificar sua situação de estrangeiro", disse o delegado. "Foi o motivo para decretar sua prisão em flagrante."
Com Jimenez foi encontrado um carro que tinha sido roubado do ex-jogador Toninho Cerezo, em Belo Horizonte (MG). Condenado a dois anos e quatro meses de prisão, ele conseguiu fugir em agosto do ano passado da Colônia Penal de Curitiba, onde cumpria pena em regime semi-aberto. "Pelo inquérito provamos que ele é louco", reafirmou o delegado.
"Qualquer policial com um pouco de experiência e com duas horas de conversa vai ver que está diante de um lunático." De acordo com o delegado, foi feito um exame psiquiátrico de Jimenez apenas para saber se ele tinha condições de entender que
ao oferecer suborno, estava cometendo um crime. O resultado foi positivo. Segundo o delegado, o colombiano disse inicialmente que era vice-presidente do Banco de La Construccion, na Venezuela, que tinha dado um grande golpe no banco e garantia-se com US$ 100 milhões que estavam nas Ilhas Cayman. "Nada bateu"
afirmou Chueire.
"Ele é um nômade, vagante que vive de golpes aqui e ali para sobreviver", disse o delegado. "Se fosse psicólogo, diria que ele tem o ego exacerbado, quer luzes, gosta de holofotes, quer discursar, aparecer." De acordo com Chueire, a CPI não encontrará nada se for se basear nas informações do colombiano. "O cara está por fora, mas está difamando muita gente e vai comprometer o trabalho da CPI", reforçou. "Ele escuta história e assimila-as, mas suas informações são improcedentes, porque ele não participa da engrenagem."


