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quarta-feira, 24 de novembro de 1999
Por Milton Bridi (especial para a AE) 
Campinas, SP, 24 (AE) - A situação do prefeito Francisco Amaral (PPB) ficou ainda mais complicada depois dos depoimentos das sete testemunhas de defesa ouvidas hoje pela Comissão Processante de Vereadores, que investiga supostas irregularidades administrativas na Prefeitura de Campinas. "Estamos cada vez mais convencidos das reais infrações cometidas pela atual administração, que podem levar à cassação do prefeito", disse o presidente da comissão, o vereador Sérgio Benassi (PC do B).
Os depoimentos começaram com mais de uma hora de atraso. O relator, vereador Carlos Signorelli (PT), levantou a questão do impedimento jurídico do vereador Sérgio Benassi em permanecer na presidência da comissão após ter sido indicado testemunha do prefeito. "O relator sabe que eu não iria depor, mas, inesperadamente, muda de opinião, e com suas dúvidas acaba concordando com a defesa, que pretende anular a comissão", defendeu-se Benassi.
O secretário da Administração, Jerônimo Nazari Junior foi o primeiro a depor. Ele não explicou as denúncias sobre superfaturamento nos contratos de terceirização da merenda escolar, segurança de prédios públicos e coleta de lixo. "Não recordo-me muito dos números", limitava-se a dizer o secretário. Em seguida, foi a vez do secretário de Recursos Humanos, Sérgio Janson, que também não conseguiu explicar as deúncias sobre as irregularidades na contratação ou nomeação de servidores, além dos supersalários de até R$ 30 mil que a prefeitura estaria pagando a funcionários comissionados.
"Com os depoimentos, aos poucos, foi se configurando que o prefeito realmente cometeu infrações graves, avaliou o presidente da comissão.
Foram ouvidas ainda pela comissão outras cinco testemunhas
Adriana Giacomini (secretária de Obras), álvaro César Iglesias (secretário de Finanças), Duilio César Pioli (diretor da Empresa de Desenvolvimento de Campinas - Emdec -), Laércio Terentin (funcionário departamento de urbanismo), e o advogado Paulo Guimarães Leite (ex-ouvidor).
Com os depoimentos chegou ao fim a fase de instrução do processo. Agora haverá prazos para alegações e defesa do prefeito, que poderá pedir vistas ao processo. Após esse período, os membros da comissão terão cinco dias para produzir o relatório final. "Até o dia 7 ou 8 de dezembro devemos votar o impeachment do prefeito em plenário", completou Benassi.


