Campinas, SP, 24 (AE) - A advogada Tereza Doro, que defende o legista Fortunato Badan Palhares, rebateu hoje as informações divulgadas pela CPI do Narcotráfico, de que as contas bancárias do perito teriam apresentado uma movimentação "anormal" de dinheiro, em 1996, ano em que morreram o empresário Paulo César Farias, o PC, e sua namorada, Suzana Marcolino.
"O que a CPI considera anormal?", questionou, irritada, a advogada. "Já que os deputados consideraram a movimentação anormal então também deveriam apresentar os números", completou. Segundo ela, o legista "vasculhou" todas as suas contas bancárias nos últimos anos, inclusive 96, e não encontrou nada que pudesse ser questionado. Palhares deverá embarcar às 18h30 para Brasília, acompanhado por três advogados. O perito foi acusado pelo sub-relator da CPI, deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), de vender laudos. O depoimento do legista está marcado para amanhã (25), às 10 horas. Ele leva duas malas com documentos para responder às perguntas dos parlamentares.

mockup