Moscou, 24 (AE-AP) - A economia da Rússia dá sinais de que poderá crescer 1,5% este ano, o segundo resultado positivo anual desde o colapso da União Soviética, em 1991, embora a maior parte dos problemas do país ainda estejam profundamente enraizados.
Ao apresentar o balanço de seus cem dias no governo à Câmara Baixa do Parlamento (Duma), o primeiro-ministro, Vladimir Putin, observou que as receitas orçamentárias do país aumentaram US$ 2 23 bilhões em decorrência da alta nos preços do petróleo. Ele citou outros aspectos positivos da situação atual do país.
A balança comercial, disse Putin, registrou superávit de US$ 21,2 bilhões até setembro. O desemprego recuou de 13%, há um ano
para 11,7% este mês; a inflação acumulada ficou em 31,5%, abaixo dos 50% previstos.
Putin admitiu, porém, que a fuga de capitais ainda preocupa. A evasão é provocada pela instabilidade política e pelo que os analistas consideram o desrespeito dos russos pelos direitos dos investidores.
O ministro das Finanças, Mikhail Kasyanov, que retomou hoje as negociações com os bancos credores privados no âmbito do Clube de Londres, disse estar otimista quanto à possibilidade de chegar a um acordo rápido para a rolagem de US$ 30 bilhões relativos à dívida da era soviética. Se a reestruturação não for acertada, o país terá de pagar anualmente cerca de US$ 15 bilhões até o ano 2008, uma carga considerada muito pesada para o país.





