Santiago, 24 (AE-AP) - O candidato presidencial direitista Joaquín Lavín trocou seu estilo informal por outro mais sério e endureceu o discurso contra seu adversário, o socialista Ricardo Lagos, que a 18 dias das eleições recebeu nesta quarta-feira (24) respaldo do presidente Eduardo Frei.
Lavín, um economista de 46 anos, que começou sua campanha vestindo trajes muito informais e típicos das regiões por ele visitadas, começou ontem a utilizar terno e gravata.
Mas a mudança não foi apenas superficial, modificando também o tom de seu discurso e, apesar de ter garantido que não responderia aos ataques de seu rival, assumiu um estilo mais agressivo e acusou seu adversário de estar desesperado perante sua vitória no primeiro turno, segundo ele.
A propaganda eleitoral do candidato governista na televisão mostra Lavín durante um discurso recebendo instruções sobre o que dizer a respeito do general Augusto Pinochet durante concentração em protesto por sua prisão em Londres.
Lavín chamou Lagos de "lobo em pele de cordeiro" e "camaleão", e acusou-o de esconder sua intenção de querer legislar em favor do aborto terapêutico.
A provocação não foi respondida pelo candidato socialista. "Não respondo a besteiras", declarou Lagos.
Assessores de Lavín disseram à imprensa que a mudança ocorreu ante à necessidade de "dar mais peso" ao discurso e às atividades do candidato oposicionista.
Lavín é um candidato populista que prometeu solucionar a maioria dos problemas do Chile, desde a pobreza, a delinquência, a falta de moradia e saúde, até o reajuste das pensões dos mais pobres.
O comitê de Lagos assegura que Lavín já conquistou o máximo das intenções de votos que poderia conseguir e que agora é o candidato governista quem se está distanciando nas pesquisas por seis ou sete pontos percentuais.





