Grozny, 24 (AE-AP) - A força aérea e a artilharia da Rússia mantiveram nesta quarta-feira (24) os ataques contra importantes fortalezas rebeldes ao sul de Grozny, capital da Chechênia, enquanto outras tropas avançavam rumo a cidades rebeldes localizadas em áreas remotas nas montanhas ao sul da cidade.
A forte barreira de bombas e explosivos contra Urus-Martan, 20 quilômetros a sudoeste de Grozny, tem como objetivo expulsar da cidade estimados 3.500 rebeldes para que tropas terrestres russas possam entrar na cidade sem encontrar resistência.
Tomar Urus-Martan daria ao exército da Rússia uma área de concentração para cercar Grozny a partir do sul. Os soldados russos já estão bem entrincheirados ao norte da capital chechena e já cercaram Argun, município ao leste de Grozny.
Mas o comandante militar supremo da Chechênia rejeitou nesta quarta-feira informações russas de que Grozny estaria 80% cercada.
Mumadi Saydayev, comandante militar da república separatista, também desprezou alegações russas de que combatentes chechenos estariam fugindo em massa da capital e se refugiando nas montanhas ao sul. "Todos estão em suas posições", garantiu, segundo citação atribuída a ele pela agência de notícias Interfax.
Bombardeiros e helicópteros russos realizaram 86 ataques aéreos durante as últimas 24 horas, anunciaram militares russos nesta quarta-feira. Segundo eles, 10 caminhões, seis posições defensivas, uma estação de comunicações e uma arma de artilharia antiaérea estavam entre os alvos chechenos destruídos.
O quartel general regional da Rússia também informou que soldados se locomoviam rumo ao sudeste da Chechênia, um dos terrenos mais montanhosos da república, para chegar à cidade de Vedeno.
Em Moscou, o primeiro-ministro Vladimir Putin negou reportagens divulgadas pela imprensa de que as tropas russas pretendiam arrasar Grozny, uma cidade muito danificada durante a guerra na Chechênia, entre 1994 e 1996. "Não queremos destruir Grozny. Queremos eliminar terroristas", afirmou Putin, segundo a agência Interfax.

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