Jerusalém, 24 (AE-ANSA) - As igrejas católicas, greco-ortodoxas e armênias da Terra Santa reabriram suas portas hoje (24), depois de 48 horas de protesto contra a autorização do governo israelense para a construção de uma mesquita em Nazaré, a cerca de 200 metros da Basílica da Anunciação.
Enquanto os sinos das igrejas voltaram a chamar os fiéis para a primeira missa da manhã, o comércio abria suas portas à espera dos peregrinos. Ao mesmo tempo, os cerca de 2 mil muçulmanos que haviam acampado no terreno destinado à mesquita limpavam o local.
Também hoje, o chanceler israelense, David Levy, classificou de "muito grave" o comunicado do Vaticano que denunciou a autorização concedida pelo governo israelense. "Trata-se de um comunicado muito grave que nós rechaçamos porque neste caso Israel não fez nada mais que tentar resolver um conflito e baixar a tensão", afirmou o chanceler à rádio estatal.
O Vaticano acusou o governo israelense de fomentar a discórdia entre cristãos e muçulmanos autorizando a construção da mesquita próxima à Basílica da Anunciação, onde, segundo a tradição cristã, o arcanjo Gabriel anunciou à Maria que ela seria a mãe do filho de Deus.
Segundo um comunicado da chancelaria, o governo israelense autorizou a construção da mesquita por "sensibilidade aos sentimentos de seus cidadãos e tendo em vista a necessidade de respeitar a liberdade de culto".

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