Nova York, 24 (AE-ANSA) - A reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), que no início da próxima semana abrirá, na cidade norte-americana de Seattle, a rodada do milênio para a liberalização do comércio mundial, corre o risco de se converter em um fracasso para o presidente Bill Clinton.
Depois de tentar conseguir a presença dos principais líderes mundiais na reunião, que foi batizada de rodada do milênio, a Casa Branca teve que se resignar diante da longa lista de negativas recebidas de todo o mundo.
Os representantes das 135 nações que compõem a OMC tiveram que deixar Genebra, ontem, sem nada de concreto, depois de uma tentativa infrutífera de definir o calendário de trabalhos.
Trata-se, opinou o The New York Times, de um novo sinal de que as prioridades de política comercial fixadas por Clinton dificilmente poderão ser satisfeitas.
O objetivo declarado da conferência é preparar o terreno para um acordo global de política comercial que seria implementado já no primeiro semestre do próximo ano.
Mas a impossibilidade de se chegar a um acordo preliminar, inclusive sobre o calendário de trabalho, mostra, segundo muitos observadores norte-americanos, que o governo Clinton apostou muito alto, sem dar-se conta de que estaria enfrentando diferenças de opinião.
As desavenças são relativas a todos os temas de grande alcance, tais como os subsídios agrícolas que a União Européia e o Japão utilizam para proteger seus agricultores.
Segundo o Times, vários líderes convidados, como o presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, o presidente sul-africano, Thabo Mbeki, e o primeiro-ministro australiano, John Howard, justificaram sua ausência em Seattle com o argumento clássico de que já haviam agendado outros compromissos.
O único líder que parece ansioso para participar da reunião, ironizou o The New York Times, é o presidente cubano, Fidel Castro, o único que Clinton quer manter excluído.





