São Paulo, 24 (AE) - O promotor Gabriel Zacarias de Inelas, da Promotoria de Serviço Auxiliar e de Informações do Ministério Público do Estado, esteve hoje na Corregedoria da Polícia Civil, que abriu sindicância para apurar o comportamento do delegado titular do 45.º Distrito Policial, Julio Kawabi. Ele não prendeu em flagrante nem indiciou por homicídio doloso o investigador Antônio Marcelo Jordão Pacheco, acusado de matar Pablo Eduardo Ressude, de 9 anos.
Inelas pediu ao delegado-corregedor Oduvaldo Mônaco e ao delegado Nicanor de Oliveira, que preside a sindicância, que lhe forneçam cópias das investigações. O promotor Márcio Sérgio Christino, também do Serviço Auxiliar e de Informações, informou que seis promotores vão acompanhar tanto o inquérito que irá apurar o homicídio quanto o que vai investigar a conduta do delegado.
Reconstituição - Christino disse que recebeu a informação de que foram apreendidas de quatro a cinco cápsulas de pistola 380 no local do crime e a promotoria irá requisitar as fitas das emissoras de televisão, que registraram as cenas do local onde Pablo foi morto, na Rua Macedônia, Vila Brasilândia, segunda-feira. Pablo brincava na rua com o amigo Danilo quando foi atingido por um tiro na cabeça. Ele acredita que dentro de 15 dias será feita a reconstituição do crime, que deverá ser acompanhada pelos promotores. Em entrevista à Rede Globo, hoje, o investigador disse que atirou por achar que era um assalto.

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