Belo Horizonte, 24 (AE) - A direção da Maternidade Municipal de Betim informou hoje (24) à noite, depois de várias tentativas da reportagem da Agência Estado, que a comissão de ética da unidade, encarregada de investigar a denúncia da paciente Dulce Domingues, não descarta a hipótese de fraude no caso.
Segundo o obstetra Virgílio Queiroz, a possibilidade de que um pano das dimensões apresentadas pelo casal ficasse dentro da vagina da paciente é "quase inexistente".
"Além do mais, neste tipo de procedimento não usamos nenhum pano com aquelas caraterísticas", disse o médico.
No parto normal, segundo Queiroz, os médicos costumam colocar pequenas compressas nas pacientes. "Não acreditamos que um pano daquele tamanho possa ter sido deixado dentro de uma paciente", afirmou.

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