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quarta-feira, 24 de novembro de 1999
Por Jobson Lemos 
São Paulo, 24 (AE) - Vereadores da Comissão de Administração Pública da Câmara de São Paulo ficaram insatisfeitos com o depoimento do diretor do Departamento de Materiais (Demat), Marcelo Pereira Daura, hoje. Os parlamentares queriam entender qual a responsabilidade do Demat nas obras realizadas por meio de atas de registro de preço de manutenção. "Não explicou nada em relação às atribuições do Demat", disse o presidente da comissão, Gilson Barreto (PSDB).
Para Carmino Pepe (PL), a conversa com Daura deixou em dúvida se há necessidade de um departamento como o Demat na Prefeitura. "Vou fazer uma proposta para que o Demat desapareça." Para Carlos Neder (PT), Daura foi à Câmara com um discurso pronto. "Não acrescentou nada de novo."
Daura respondeu sobre as regras do edital que habilitou empresas a movimentar empenhos num total superior a R$ 180 milhões desde 1997. Aos parlamentares, afirmou que o edital não beneficiou empresas e a responsabilidade do departamento terminou na assinatura das atas. Daí em diante, os responsáveis pela utilização das atas para obras seriam as secretarias e autarquias municipais. Levantamento em edições do Diário Oficial do Município demonstram que oito empresas foram pré-qualificadas pelas regras de 1998.
CPI - Quando o vereador Paulo Frange (PPB), membro da Comissão de Saúde, questionou Daura e disse que há "desconexão completa" entre o Demat e contratos irregulares, Salim Curiati Junior (PPB) se indignou. "O senhor está tomando o tempo com essas perguntas governistas." A polêmica entre os parlamentares seguiu quando Barreto disse a Neder que seu pedido para instalação de uma comissão parlamentar para investigar as denúncias é intempestiva. "Estou no meu papel de vereador", respondeu Neder. Ele tem nove assinaturas de apoio à CPI e são necessárias mais dez para que a proposta seja votada.


