Belo Horizonte, 24 (AE) - A direção da Maternidade Municipal de Betim, região metropolitana de Belo Horizonte, abriu sindicância nesta quarta-feira (24) para investigar o caso de uma paciente que, após sofrer parto normal, constatou que os médicos haviam deixado um pano de 35 centímetros de largura por 35 centímetros de comprimento junto ao seu útero. Segundo a dona de casa Dulce Domingues, o parto foi na sexta-feira.
A menina Karen nasceu aparentemente saudável, com exceção de alguns hematomas na cabeça que levaram a família a suspeitar de erro ou negligência do obstetra.
Três dias depois, Dulce teve fortes dores e foi a uma clínica particular, onde foi constatada a existência do pano, dentro da barriga. "Se fosse uma gase pequena, seria até compreensível, porque errar é humano", disse o marido de Dulce, Charles Silva.
"Mas um pano do tamanho de uma frauda, e em um parto normal, é um absurdo", acrescentou. A direção do hospital não quis informar o nome do médico, mas garantiuu que a Comissão de Ética da unidade irá averiguar o caso e, em seguida, mandar as conclusões para o Conselho Regional de Medicina (CRM).
Charles Silva estuda a possibilidade de entrar na Justiça Comum, pedindo indenização pelo sofrimento da mulher.

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