Porto Alegre, 24 (AE) - Os 350 pequenos agricultores que haviam ocupado o canteiro de obras da usina hidrelétrica de Dona Francisca, em Agudo, a 243 quilômetros de Porto Alegre, deixaram o local hoje à tarde. A ocupação aconteceu ontem (23). Ligados ao Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), eles terão suas terras inundadas pelo lago da usina e reivindicam maior rapidez no processo de reassentamento, R$ 900 mil para construção de casas e revisão do preço pago por hectare, como indenização, aos desalojados.
Depois de uma reunião com representantes do consórcio Dona Francisca eles abandonaram a hidrelétrica. Amanhã (25) uma comissão vai vistoriar áreas no município de Pinhal Grande. Lá há dois mil hectares que poderão abrigar 74 famílias. O governo do Estado prometeu destinar quatro mil hectares para as famílias afetadas. O consórcio Dona Francisca é integrado por seis empresas públicas ou privadas - CEEE, Celesc, Copel, Desenvix, Inepar e Santa Felicidade.
Bancos - Por outro motivo, 150 agricultores provenientes de cinco assentamentos ocuparam a agência do Banco do Brasil, em Tupanciretã, a 386 quilômetros de Porto Alegre. Foi um protesto contra a lentidão do governo federal em liberar os recursos necessários para o plantio. À tarde, eles se retiraram. Em Frederico Westphalen, na região Noroeste do Estado, aproximadamente 500 pequenos produtores barraram a entrada da agência local do BB pelo mesmo motivo.

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