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quarta-feira, 24 de novembro de 1999
Por Liana John 
Recife, 24 (AE) - A Ford Internacional quer se tornar líder verde da indústria automobilística. Ela já obteve a certificação ambiental das suas 140 fábricas espalhadas pelo mundo, de acordo com os padrões estabelecidos pela ISO14001. Agora investe na certificação de todos os seus fornecedores e parceiros.
"Procuramos ser proativos e ir além das exigências legais, em todos os países", disse Andrew Acho, diretor internacional de meio ambiente da Ford. "Acreditamos que uma boa empresa é aquela que oferece produtos e serviços excelentes, mas uma grande empresa é a que, além disso, se preocupa em produzir qualidade de vida". A empresa, segundo Acho, já reciclou 50 milhões de garrafas plásticas de refrigerantes de 2 litros e 1 bilhão de tampinhas de garrafas, utilizadas na produção de componentes dos carros. Também reprocessou tapetes de borracha, convertidos em suporte para ar condicionado.
Os departamentos de pesquisa tem investido na produção de combustíveis mais limpos. Acho espera que automóveis movidos a células de hidrogênio cheguem às linhas de montagem em 2004. "Enquanto isso nossa meta é reduzir as emissões de gases em 5% a cada nova linha de carros lançada."Atualmente os carros da Ford emitem cerca de 2 gramas de poluentes por quilômetro rodado
quando há 30 anos eram 40g .
Conservação -Também têm aumentado os investimentos em projetos de conservação, como os feitos em parceria com a Conservation International, CI. Uma destas parceiras é o prêmio Henry Ford de Conservação Ambiental, entregue hoje aos quatro ganhadores de 1999: Maria Teresa Jorge Pádua, da Funatura; Fundação MataDentro de Ecoturismo, Museu Mello Leitão e projeto Biota/Fapesp. Este último, premiado como Iniciativa do Ano, é resultado de um grande esforço de pesquisadores de São Paulo, que desde o início de 1996, fazem o mapeamento da biodiversidade no estado.
A coleta de dados gerou um instituto virtual, onde se concentrou todo o conhecimento, dados e informações já produzidos sobre a flora e a fauna paulista, também publicados em sete livros. O Biota/FAPESP é coordenado por Carlos Alberto Joly, da Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP e envolve mais de 200 doutores e pesquisadores, das universidades e de organizações não governamentais, inspirando iniciativas semelhantes em outros Estados.


