Tremembé, SP, 24 (AE) - Cerca de 700 detentos da Penitenciária Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra, o P1 de Tremembé, (a 140 quilômetros de São Paulo), iniciaram ontem uma rebelião que só terminou na madrugada de hoje. O motim começou quando detentos do Pavilhão 3 tentaram fugir, mas foram impedidos pelos carcereiros. Os presos estavam armados com duas pistolas automáticas calibre 380 e renderam cinco agentes penitenciários, mantidos como reféns até às 7h00, quando acabou a rebelião.
Os detentos exigiam a presença da juíza corregedora da Comarca de Taubaté, Sueli Armani Zeraik, e do coordenador da Coespe (Coordenadoria de Estabelecimentos Penintenciários do Estado de São Paulo), Lourival Gomes, para negociar transferências para outros presídios. As negociações começaram às 22 horas e se estenderam pela madrugada. Ao final delas, sete líderes foram transferidos para as peniténciárias das cidades de Itapetininga e São Vicente.
Há menos de 15 dias a Polícia Militar de Taubaté recebeu denúncia de que uma fuga em massa estaria para acontecer no P1 de Tremembé. Para conter qualquer fuga, realizou uma operação "pente fino" durante 11 horas, quando foram encontrados mais de 60 estiletes, dois telefones celulares e um revólver calibre 38. Em 10 dias, duas pistolas entraram no presídio. A Coespe vai agora investigar como as pistolas automáticas foram parar nas mãos dos detentos. Segundo o coordenador Lourival Gomes, os presos foram categóricos ao afirmar que recebem facilmente as armas.

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