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quarta-feira, 24 de novembro de 1999
Por Liliana Pinheiro 
São Paulo, 24 (AE) - O vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores, João Vaccari Neto, e o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, anunciarão amanhã a união das duas centrais contra o governo e sua intenção de extinguir o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do seguro-desemprego. Os dois líderes acreditam que o projeto que hoje se encontra no Ministério do Trabalho, propondo mudanças no fundo, na prática acaba com este direito do trabalhador. Vaccari
que é membro do Conselho Consultivo do FGTS, suspeita ainda que o governo pretende se apropriar do total de R$ 78 bilhões já depositados em nome dos trabalhadores.
O projeto, de autoria de economistas da USP, da PUC-RJ e do Ipea, definem que em caso de demissão a multa de 40% sobre o saldo, que hoje vai para o bolso do trabalhador, passará automaticamente para um fundo do governo. Além disso, o projeto unifica o FGTS e o seguro-desemprego e torna os depósitos facultativos a partir do sexto ano de vínculo empregatício - o empregador pode transformar os 8% de recolhimento mensal em reajuste salarial para o empregado. Não há no projeto menção sobre o destino dos depósitos acumulados hoje.
"Queremos mudanças nas regras do FGTS, mas que beneficiem o trabalhador", afirmou Vaccari. Paulinho, presidente da Força Sindical, já antecipou que as centrais farão manifestações em Brasília se o projeto for encaminhado ao Congresso.


