Brasília, 23 (AE) - O PSDB já não esconde a apreensão em relação às eleições municipais do próximo ano. "Não vou contar histórias da carochinha, o PSDB vai ter problemas para concorrer nas grandes cidades porque a situação não está nada fácil", disse hoje o presidente do partido, senador Teotônio Vilella Filho (AL), depois de um almoço com dirigentes da legenda, entre eles o ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga.
O senador listou apenas seis capitais onde o PSDB concorre com boas possibilidades de vitória. A maior delas é Goiânia, com cerca de 1 milhão de habitantes. Os tucanos ainda são competitivos em Cuiabá, Teresina, São Luís, Boa Vista e Vitória, sendo que no último caso o prefeito Luiz Paulo Velloso Lucas, candidato à reeleição, deve sair do partido logo após o pleito.
As situações mais difíceis para o partido estão justamente nas oito maiores capitais. Em São Paulo, o vice-governador Geraldo Alkmin , que será o candidato tucano, permanece com baixos índices nas pesquisas. No Rio de Janeiro, a disputa é polarizada por César Maia (PTB), Benedita da Silva (PT) e Sérgio Cabral (PMDB). Em Salvador, Curitiba e Recife, os pefelistas Antônio Imbassahy, Cássio Taniguchi e Roberto Magalhães devem se reeleger. Em Fortaleza, o favoritismo é de Patrícia Gomes (PPS) e em Porto Alegre, de Tarso Genro (PT).
O partido não trabalha mais com a hipótese de uma nova reforma ministerial que implique na saída do ministro da Fazenda
Pedro Malan, do primeiro escalão do governo, mas ainda acredita na recuperação da popularidade do presidente Fernando Henrique Cardoso a partir de 2001. "Quem permanecer junto do governo vai se fortalecer para a sucessão em 2002", comentou Teotônio.
Enquanto esta recuperação de popularidade não vier, está arquivada a idéia de o partido começar a definir uma candidatura própria para a sucessão de Fernando Henrique, com a ida do governador cearense Tasso Jereissati para um ministério ou o lançamento público da candidatura do governador de São Paulo, Mário Covas.

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