Brasília, 23 (AE) - A Polícia Federal descobriu que casas de câmbio e empresas de fachadas de Foz do Iguaçu, no Paraná, lavaram nos últimos dois anos cerca de R$ 7 bilhões. O esquema, que utiliza as contas CC-5 usadas para remessas de dinheiro ao exterior, envolve também empresas de Curitiba, Londrina (PR), São Paulo e Rio de Janeiro.
O caso vem sendo investigado há quase dois anos pela PF, que apura, a pedido do Banco Central, a evasão de divisas do País por meio de negócios ilícitos. A PF desconfia que parte desse dinheiro seja oriunda do narcotráfico.
A Justiça do Paraná já decretou, com base nas investigações da PF, a prisão de mais de 20 pessoas envolvidas com o esquema, que tem mais de 200 indiciados. A PF já abriu 212 inquéritos e pode ampliar esse número, garante um agente federal que participa das investigações. Um outro inquérito, que foi desmembrado do principal, foi aberto em Cascavel (PR). Nele, a PF contabilizou quase uma centena de pessoas e empresas que fariam parte do esquema de lavagem de dinheiro.
A CPI do Narcotráfico, que investiga o caso, vai requisitar ainda esta semana informações detalhadas sobre o esquema de lavagem de dinheiro pelas casas de câmbio. A informação é do deputado Robson Tuma (PFL-SP), um dos sub-relatores da CPI.
As investigações no Paraná e outras regiões vem sendo feita pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado e Inquéritos Especiais (DCOIE), que designou um delegado de Brasília para cuidar do caso na região.
Em Brasília, delegados que também estão ajudando nas investigações, confrimaram que a lavagem de dinheiro vem sendo apurada há quase dois anos. Esses delegados dizem que não podem dar detalhes sobre os inquéritos que tramitam sob segredo de Justiça.
Um grupo de peritos da PF está no Paraná cruzando os dados levantados nos inquéritos para chegar ao valor total da evasão. Segundo investigadores da PF, as investigações sobre o caso devem ser concluídas até dezembro.

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