PUBLICAÇÃO
terça-feira, 23 de novembro de 1999
Por Hugo Marques 
Brasília, 23 (AE) - O deputado Robson Tuma (PFL-SP) acredita ter encontrado o elo entre algumas pessoas e empresas de São Paulo com a quadrilha que seria liderada pelo empresário Willian Sozza. A CPI já dispõe de cópias de depósitos bancários, em nomes diversos, que estavam escondidos entre documentos de uma das empresas de Sozza, a Dog Center. A CPI vai vai pedir ao Banco Central a quebra de sigilo bancário dos envolvidos.
Tuma disse que uma das provas mais contudentes é o envolvimento da empresa Cotrasa - Comércio e Transporte. Esta empresa, segundo o deputado, foi citada no depoimento do caminhoneiro Jorge Meres como integrante do esquema de roubo de caminhões e cargas.
A CPI encontrou na empresa de Sozza a cópia de um "comprovante de movimentação" bancária de R$ 80 mil, de maio de 1997, do Bamerindus. Seriam depósitos que o próprio Sozza fez na conta da empresa.
Outro documento que a CPI considera importante para as investigações é um recibo de depósito em nome da Solena Transportes, no valor de R$ 4.497,00. Robson Tuma disse que a quebra de sigilo poderá levar às verdadeiras ligações destas empresas com a quadrilha de Willian Sozza.
A CPI também encontrou na empresa de Sozza comprovantes de depósitos em nomes de pessoas físicas, que chamam a atenção pelo valor. Há um depósito de R$ 40 mil, feito em maio de 1997, numa agência do Bradesco. A CPI suspeita que o depósito teria sido feito pelo próprio Sozza, já que estava entre os comprovantes escondidos no meio de documentos da empresa.
Cruzamento - A CPI do Narcotráfico está cruzando informações para tentar desvendar suposto megaesquema de lavagem de dinheiro. Um dos documentos investigados é uma agenda do piloto e empresário Alexandre Negrão. A agenda inclui nome de uma mulher que seria gerente do Banco Safra. A agenda mostra que Negrão é muito bem relacionado. Constam nomes do piloto Wilson Fittipaldi, de Mário Covas Neto e de grandes empresas, como a Schering.


