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terça-feira, 23 de novembro de 1999
Por Flávio Mello 
São Paulo, 23 (AE) - O governador Mário Covas (PSDB) evita polêmica com integrantes da CPI do Narcotráfico, que estariam propensos a pedir intervenção federal na Secretaria de Segurança de São Paulo. Apesar de evitar um confronto direto, Covas fez um desafio a todos os Estados e à Polícia Federal. "Duvido que exista algum Estado, ou até mesmo a PF, onde o nível de demissões por fatos delituosos cometidos por qualquer integrante da política seja maior do que em São Paulo."
Ontem (22), integrantes da CPI do Narcotráfico disseram que poderiam pedir intervenção na Secretaria de Segurança. O assunto será avaliado depois de uma audiência que os integrantes da CPI pedirão a Covas, para conversar sobre os problemas que estão ocorrendo na segurança pública de São Paulo.
Os motivos alegados para que a medida começasse a ser considerada pelo relator da CPI responsável por Campinas, Pompeo de Mattos (PDT-RS), foram o suposto suicídio do investigador da Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise), Luiz Roberto Lopes, de 44 anos, conhecido como Pimenta, ocorrido segunda-feira, e a fuga de mais de 60 detentos do 5º. Distrito Policial de Campinas.
Covas disse que vai dar a audiência assim que for procurado pelos integrantes da CPI, pois "não tem nada para esconder ou do que se envergonhar". E acrescentou, evitando polêmica direta: "Não vou discutir a opinião de integrantes da CPI, que têm as suas prerrogativas e podem usá-las como acharem melhor." Ele disse que a polícia de São Paulo não precisa de nenhum tipo de intervenção e fez questão de lembrar que, de acordo com a Constituição, a prerrogativa de investigar tráfico de entorpecentes e contrabando é da PF.


